terça-feira, 10 de junho de 2008

O futuro da publicidade está no targeting marketing


«Eu não quero ver anúncios de pensos higiénicos e a minha mulher nunca será um potencial cliente das lâminas de barbear», e é por isso que o targeting marketing é o futuro da comunicação, disse ontem Michael Kleidl no Verge, seminário de «Marketing e Negócios na Era Digital», organizado pela Ogilvy Digital em parceria com a escola de negócios AESE.
Adequar o anúncio ao seu público-alvo foi a palavra de ordem seminário organizado pela Ogilvy, já que «com isso as empresas poupam uma enorme quantidade de dinheiro, pois não o desperdiçam a tentar falar com pessoas que não estão interessadas em ouvi-los», adiantou Michael Kleidl, chairman da European Interactive Advertising Association.
Também Mike Volpi, CEO da Joost, explicou, em conversa ao briefing, como a realidade da Net Tv que dirige beneficia com esta ferramenta. «Os americanos chegam a pagar o dobro para pôr um anuncio na Joost do que pagariam para colocá-lo na televisão. E a razão é simples: eficácia. Com o targeting marketing é possível falar apenas com potenciais interessados pela marca e, assim, obter um resultado espantosamente maior».
«O segredo é não deixar que as pessoas descubram que estão a ser alvo de uma acção de marketing. Por exemplo, elas vão a um site e visitam a secção de cultura e moda. No dia seguinte fazem o mesmo. Ora, se o site tiver ferramentas de targeting marketing, da próxima vez que a pessoa o visitar verá na manchete notícias destas duas secções e anúncios relativos a ela. E a pessoa, sem notar, vai passar a gostar mais desse site do que dos concorrentes», disse ao briefing Michael Kleidl.

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